As manifestações neurológicas da babesiose podem ocorrer devido ao acúmulo de hemácias parasitadas parasitadas no interior dos capilares do sistmena nervoso central. Podem ocorrer convulsões, ataxia e astenia.

Pacientes com infecção concomitante com outros hemoparasitas (Ehrlichia canis, Anaplasma platys) podem apresentar-se extremamente doentes e desenvolver uma grave anemia provocada pela destruição intravascular de hemácias e por depressão seletiva da eritropoese.

Os cães que se recuperam sem tratamento da fase aguda da enfermidade sofrem episódios recidivantes da doença e podem permanecer cronicamente parasitados

A técnica de PCR possui alta sensibilidade e especificidade, sendo capaz de amplificar o DNA do microorganismo em milhões de vezes, se o mesmo estiver presente na amostra sanguinea. O método é ideal para os casos de baixa parasitemia que frequentemente é indetectável através da análise dos esfregaços sanguineos.

Cães jovens são mais susceptíveis a infecção por Babesia canis. Todo filhote ou animal jovem que apresenta carrapatos devem passar por triagem para hemoparasitas, incluindo a babesiose. Em filhotes a doença pode ser hiperaguda e levar a morte em poucos dias.

A babesiose canina É uma enfermidade provocada pelo microorganismo Babesia canis, um protozoário que parasita as hemácias do sangue circulante de caninos domésticos. A doença está presente em todas as áreas tropicais e subtropicais do mundo.

A doença é transmitida por carrapatos do gênero Rhipicephalus sanguineus, o carrapato marrom do cão, amplamente distribuído em todas as regiões do Brasil. A prevalência da infecção por Babesia é elevada, sendo juntamente com a erliquiose canina, uma das doenças infecciosas mais comumente encontradas na clínica de pequenos animais.

Os hemoparasitas entram na corrente sanguínea, multiplicam-se por divisão binária no interior das hemácias, liberando dois a quatro parasitas filhas e causando anemia hemolítica (destruição intravascular), após a lise das hemácias no momento em que a deixam para parasitar uma nova célula.

A infecção persistente dos cães é comum em áreas endêmicas para o parasito e ocasiona poucos sinais da enfermidade, a nao ser que os animais sejam submetidos a stress. Estes cães representam um reservatório da infecção para animais susceptíveis.

O diagnóstico da babesiose não é regularmente possível ou é bastante dificultado quando o animal encontra-se na fase crônica da enfermidade. Nesta fase, o número de células envolvidas é tão pequeno que o diagnóstico baseado na observacao do parasito em laminas de esfregaço sangüíneo pode ser impossível. O hemoparasita é raramente evidenciado em portadores assintomáticos.

Os principais sintomas clínicos e alterações laboratoriais encontradas na enfermidade são:
Anemia aguda ou crônica Febre
Palidez das mucosas Icterícia
Plasma ictérico ocasiolamente esplenomegalia
Fraqueza Anorexia/perda de peso
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