O prognóstico da doença é reservado para a maioria dos casos de cinomose aguda, principalmente se estão presentes sinais neurológicos.

Um único animal doente pode ser fonte da infecção para vários animais susceptíveis. O vírus é eliminado em todas as secreções naturais de cães infectados, inclusive durante o período de recuperação da doença.

Frequentemente, a pesquisa por corpúsculos de inclusão viral, chamados corpúsculo de Lentz nas hemácias e leucócitos do sangue periférico é o teste usado como método de diagnóstico laboratorial da cinomose. Porém, sabe-se que apenas 10% dos animais infectados apresentam este corpúsculo de inclusão.

Recentes estudos demonstraram a eficiência da técnica de PCR no diagnóstico da cinomose canina.
Amostras de sangue, soro, urina e fluido cerebroespinhal foram testadas para a detecção do vírus da cinomose. A sensibilidade da PCR realizada a partir da amostra de urina foi superior a PCR realizada a partir de amostras de sangue e soro e de igual forma sensível a PCR realizado no fluido cerebroespinhal (Líquor), sendo dessa forma a amostra de urina preferencial para o diagnóstico, por ser obtida por um método não invasivo.
A cinomose canina é uma enfermidade de distribuição mundial, altamente contagiosa e uma das mais frequentes doenças virais que acomete os cães domésticos.

A incidência da cinomose é maior em filhotes e cães jovens (com 2 a 6 meses de idade), depois que desapareceu a imunidade passiva derivada da mãe. A infecção dissemina-se rapidamete entre animais jovens susceptíveis. É uma doença que pode ocorrer exatamente durante a fase de vacinação dos filhotes, sendo geralmente fatal em 50 a 90% dos casos. Em cães, apenas o vírus da raiva possui porcentagem de fatalidade mais elevada do que o vírus da cinomose.

O vírus da cinomose está classificado na família Paramyxoviridae. São vírus RNA, transmitidos principalmente por aerossois e gotículas infectantes provenientes de secreções do organismo de animais infectados. Algumas linhagens causam doença aguda com elevada frequência de encefalite e elevada mortalidade.

O diagnóstico da doença é realizado quase que exclusivamente pelo histórico e sintomatologia clínica. No início da doença os sintomas são extremamente inespecíficos, o que pode confundir o clínico e comprometer o prognóstico da enfermidade.

As infecções bacterianas secundárias decorrentes dos efeitos imunossupresores do vírus da cinomose são frequentemente responsáveis por muitos dos sinais clínicos associados é cinomose, contribuindo para o aumento da mortalidade. A doença classicamente possui as formas clínicas cutânea, digestiva, respiratória e nervosa. As principais alterações encontradas são:

Febre. Picos febris e febre bifásica. Anorexia, apatia, depressão, letargia
Infecções bacterianas oportunistas Tosse, dispnéia e pneumonia
Conjuntivite. Corrimento ocular mucopurulento Corrimento e descargas nasais mucopurulentas
Queda dos membros posteriores ("descadeirado") Diarréia e vômitos
Hiperqueratose dos coxins plantares Desidratação progressiva
Encefalite aguda. Distúrbios neurológicos Convulsões, ataxia e incordenação
Contrações involuntárias musculares ("tiques") Hiperestesia, rigidez muscular e vocalização
Pústulas no abdomem. Exantema cutaneo Tremores de cabeça. Cabeça pendula. Nistagmo
Andar em círculos. Movimentos de "pedalagem" Leucopenia, anemia da inflamação e trombocitopenia
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