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A transmissão da erliquiose ocorre quando um carrapato infectado se alimenta em um cão susceptível transmitindo os microorganismo por meio das secreções salivares durante o momento da picada.
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O carrapato Rhipicephalus sanguineus,conhecido como carrapato marrom do cão, é o vetor da doença. Ele é encontrado em todas as regiões do Brasil.
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A infecção concomitante por Ehrlichia e Babesia canisé comum, já que ambos possuem o mesmo vetor, o carrapato R. sanguineus.
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A trombocitopenia é o achado laboratorial mais consistente, tanto na fase aguda,quanto na fase crônica da erliquiose. A pancitopenia (diminuição de hemácias, leucócitos e plaquetas) é mais comum na fase crônica da doença.
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A técnica da PCR possui sensibilidade superior comparada a pesquisa de hematozoários em laminas de esfregaço sanguíneo. A PCR é capaz de amplificar em milhões de vezes o DNA da Ehrlichia, se o mesmo estiver presente na amostra. A sensibilidade da PCR na fase aguda é superior a da técnica de pesquisa de hematozoários
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| A técnica da PCR pode ser usada para identificar a eficácia do tratamento para Ehrlichia, uma vez que a pesquisa de hematozoário (baixa sensibilidade) e as técnicas de sorológicas (títulos se mantêm altos por meses após a cura da doença) não são adequadas para esse objetivo.
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A Erliquiose canina é uma das principais enfermidades infecciosas atendida na clínica médica de pequenos animais, sendo responsável por uma alta morbidade e mortalidade entre caninos domésticos.
A enfermidade é potencialmente fatal em cães de todas as idades, raças e sexos, possuindo sintomatologia clínica inespecífica, o que torna o diagnóstico bastante complexo e difícil para o clínico veterinário.
O diagnóstico direto por meio da pesquisa do hemoparasitas nas células circulantes do sangue observando-se esfregaços sanguíneos corados é o teste mais rotineiramente usado no Brasil, entretanto a procura por mórulas de Ehrlichia consome muito tempo e na maioria dos casos pode não ser eficiente, devido a baixa parasitemia, mesmo na fase aguda da doença.
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O uso de técnicas alternativas como a punção auricular e técnicas de concentração como a capa leucocitária podem magnificar a possibilidade do achado visual da Ehrlichia. Entretanto ainda se constitui em teste de baixa sensibilidade e com grande número de falsos negativos, já que as mórulas são achadas em baixo número em períodos transitórios apenas.
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A infecção por Ehrlichia não confere imunidade protetora. Se após o tratamento o animal for exposto novamente a carrapatos infectados, irá desenvolver a doença.
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O curso clínico da infecção por Ehrlichia é dividido tradicionalmente em trás estágios bastante variáveis: Uma fase aguda, uma fase assintomática e persistente da infecção (sub clínica) e uma crônica. Em infecções naturais, pode ser difícil diferenciar essas fases. Os sintomas vão variar de acordo com a fase da doença. Os principais sintomas clínicos e alterações laboratoriais observados são:
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Febre alta. Picos febris e febre persistente. |
Anorexia, apatia, depressão, letargia |
Linfadenomegalia |
Dispnéia, estertores pulmonares |
Membranas mucosas pálidas |
Perda de peso, vômitos e diarréia |
Anemia normocítica normocromica |
Trombocitopenia |
Leucopenia, linfopenia |
Hipoalbuminemia, hipergamaglobulinemia |
Elevação das enzimas hepáticas ALT e AST |
Petéquias, equimoses e sangramentos |
Epistaxe, hemoptise, hematúria, melena |
Hifema, hemorragias sub-retinianas e uveíte |
Glomerulonefrite (fase subclínica) |
artrite localizada e/ou generalizada (fase subclínica) |
Edema de membros e/ou escroto |
Aplasia da médula óssea (fase crônica) |
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