O vírus da leucemia felina possui uma enzima chamada transcriptase reversa, que permite que ele insira cópias de seu próprio material genético na célula hospedeira.

Na doença ocorre a viremia primária nos estágios iniciais da infecção; e a viremia secundária , um estágio posterior caracterizado por infecção persistente da médula óssea e outros tecidos.

A co-infecção de gatos pelos vírus da FELV e FIV ocorre em condições naturais. A associação entre FIV e FELV é comum.

Cerca de 70 a 100% dos gatinhos neonatos infectados tornam-se persistentemente viremicos. Em gatos adultos, a infecção pelo FELV pode resultar em viremia persistente ou numa recuperação aparente (sem viremia). O diagnóstico da doença pode ser feito PCR na fase de viremia por meio da detecção e amplificação do DNA do vírus no sangue.

As gatas gestantes infectadas que não apresentam sintomas clínicos (assintomáticas) podem transmitir o vírus da FELV aos seus filhotes por meio da via transplacentária e transmamária.A infecção pelo FELV resulta na morte de gatinhos (fase fetal e neonatal) de 80% de gatas afetadas.
O vírus da Leucemia felina (FeLV) é um retrovírus capaz de causar diversas síndromes clínicas, variando desde anemia arregenerativa, imunossupressão e até o linfosarcoma. O vírus da FeLV está associado tanto a moléstia neoplásicas, quanto a enfermidades imunossupressoras. Os sinais clínicos da imunossupressão induzida pela FeLV não podem ser diferenciados dos sinais descritos para a imunodeficiência provocada pela FIV (vírus da imunodeficiência felina).

As vias de transmissão de um gato para o outro ocorre mediante a inalação ou exposição das mucosas as gotículas de aerossol ou líquidos orgânicos infectados (urina, saliva, lágrima, leite), exposição no útero, infecção do agente viral por meio de mordidas, arranhões, escarificações, ferimentos, contato com caixas de micção e defecação e por meio da ingestão de alimento ou água contaminados com partículas virais.

Provavelmente as feridas causadas por mordedura (brigas entre machos, mordidas do macho na fêmea durante a cópula) são o meio de disseminação mais eficiente, mas o convívio íntimo e prolongado entre gatos também aumenta a possibilidade de transmissão do vírus da leucemia felina.

Gatos persistentemente viremicos geralmente morrem em decorrência as moléstias relacionadas a FeLV, dentro de 2 a 3 anos após a infecção.

Na maioria dos gatos, o início da doença associada ao FeLV ocorre durante o período de meses a anos após a infecção; entretanto gatinhos jovens podem torna-se enfermos durante a fase aguda da enfermidade. Os sinais clínicos podem ser neoplásicos e não neoplásicos (induzidos por imunossupressão). Os principais sintomas clínicos e alterações laboratoriais encontradas são:

Anemia hemolítica. Anemia aplásica Leucemia linfóide (linfoma/linfossarcoma)
Distúrbios mieloproliferativos/eritroleucemia Fibrossarcomas
Glomerulonefrite Linfomas tímicos e multicentricos
Linfadenopatia Derrames torácicos. Dispnéia e cianose.
Infecções oportunistas secundárias Abortamentos/reabsorção fetal
Atrofia tímica (síndrome do gatinho esmaecido) Anorexia, depressão, perda de peso/caquexia
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