Gatos portadores, cronicamente infectados, possuem aspecto clínico normal, mas podem apresentar leve anemia.
O micoplasma felino pode ser transmitido por meio de ferimentos causados por mordeduras de gatos, transfusões sangüíneas, pela via transplacentária e possivelmente por artrópodes hematófagos (pulgas e carrapatos).

Os gatos que se recuperam sem tratamento da fase aguda da enfermidade sofrem episódios reicidivantes da doença e permanecem cronicamente parasitados durante meses a anos, se não por toda a vida.

A técnica de PCR possui alta sensibilidade e especificidade, sendo capaz de amplificar o DNA do microorganismo em milhões de vezes, se o mesmo estiver presente na amostra sanguínea. O método é ideal para os casos de baixa parasitemia que freqüentemente não são detectáveis por meio da análise dos esfregaços sangüíneos.

A pesquisa do hematozoário durante o exame do esfregaço sangüíneo possui baixa sensibilidade. Devido a esse fato e � natureza episódica da parasitemia, provavelmente a prevalência desse hemoparasita esteja subestimada no Brasil.
O Micoplasma felino (antigamente denominado de Haemobartonella felis) é um microorganismo hemotrópico parasita das hemácias de felinos domésticos e silvestres. A doença é conhecida como Anemia Infecciosa Felina

Devido a localização epiceular do hemoparasita na hemácia, a destruição eritrocitária imunomediada está associada a presença de anticorpos anti-eritrocitários, fagocitose de hemácias pelas células do sistema reticulo endotelial, particularmente no baço e fígado, aumento da fragilidade eritrocitária (que pode causar uma ligeira hemólise intravascular) e diminuição da meia vida das hemácias.

A doença causa anemia devido a destruição de hemácias (hemólise), principalmente a hemólise extravascular, levando o animal a anemia de grau variado e a um estado ictérico.

Duas espécies do gênero Mycoplasma são capazes de causar a anemia infecciosa felina: Mycoplasma haemofelis (conhecida anteriormente como Haemobartonella felis subtipo Ohio/Florida) e Mycoplasma haemominutum (conhecida anteriormente como Haemobartonella felis subtipo California).

Todas as duas espécies podem ser detectadas em uma única reação de PCR em nosso laboratório.

Freqüentemente a enfermidade está associada aos estados imunossupressores provocados pelos vírus da FIV e FeLV. Sem tratamento adequado, aproximadamente um terço dos gatos afetados com a doença aguda morrem em decorrência da anemia grave.
Os principais sintomas clínicos e alterações laboratoriais encontradas na enfermidade são:
Anemia aguda ou crônica Febre
Palidez das mucosas Icterícia
Plasma ictérico ocasiolamente esplenomegalia
Fraqueza Anorexia/perda de peso

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