Filhotes apresentando vômitos e diarréia devem ser considerados como possivelmente infectados com o parvovírus, mas o diagnóstico diferencial deve incluir cinomose e hepatite infecciosa canina , pois esses vírus também podem causar diarréia hemorrágica em alguns cães.

Independente do esquema de vacinação adotado, existe sempre o risco de exposição e ocorrência da doença durante a "janela" de susceptibilidade, quando os filhotes ainda não estão totalmente imunizados.

Antes do aparecimento dos primeiros sintomas clínicos e durante o estágio agudo da infecção, o vírus da parvovirose canina é eliminado em grande quantidade nas fezes . Isso também ocorre na fase de recuperação da doença.

O diagnóstico da doença pode ser feito por PCR por meio da detecção e amplificação do DNA do vírus nas fezes.
A contaminação do ambiente pelo vírus da HIC eliminado nas fezes ou urina é a fonte do vírus para a transmissão subseqüente a animais susceptíveis.

O parvovírus canino é o agente etiológico da parvovirose canina, enfermidade viral altamente contagiosa entre cães domésticos, presente em todas as áreas do mundo, caracterizada por diarréia sanguinolenta de caráter agudo, principalmente em filhotes.

A transmissão ocorre pela via fecal-oral (ingestão ou inalação do vírus) e por meio do contato do animal susceptível (não vacinado ou em período de vacinação) com as fezes de um cão infectado. Assim, o vírus se replica nos tecidos linfóides e depois atinge as células intestinais, resultando em colapso da mucosa.

O vírus da parvovirose canina está classificado na família parvoviridae. Este é um vírus DNA de tamanho pequeno, sem invólucro lipoproteico, extremamente resistente, não sendo afetado pela maioria dos desinfetantes comerciais disponíveis. Sobrevive no ambiente durante meses a anos, dependendo das condições de umidade e temperatura.

O vírus é altamente resistente no ambiente (ao calor, detergentes e álcool), o que facilita a transmissão da doença por meio dos pêlos ou patas de cães infectados, contaminando sapatos, roupas e outros objetos.

Os principais sinais clínicos e alterações laboratoriais dessa enfermidade são mais freqüentemente observados em cães jovens, entre eles:
Vômitos Diarréia sanguinolenta de cor escura e fétida
Depressão e letargia Leucopenia. Pode ser intensa (< 2.000 leucócitos)
Anorexia e desidratação Febre variável
Copyright 2007 © Web designer: Flávio Paz. All rights reserved.